Material do professor Paulo Feofiloff
Suponha dado um digrafo G
e uma função f
que atribui um número não-negativo a cada arco de G.
Diremos que o valor de f num arco
é o fluxo no arco.
Para qualquer vértice v de G,
o influxo
em v
(= inflow into v) é
a soma dos fluxos nos arcos que entram em v.
O
efluxo de v
(= outflow from v) é
a soma dos fluxos nos arcos que saem de v.
O saldo em v
é a diferença
ef(v) - inf(v)
entre o efluxo de v e o influxo em v.
(Não confunda essa diferença com
inf(v) - ef(v).)
Portanto,
o saldo em v é o que sai de v
menos o que entrou em v.
O enunciado do problema que estudaremos a seguir
especifica dois vértices do digrafo:
um vértice inicial
e um vértice final.
Esses vértices serão denotados por s
e t respectivamente.
[Os vértices escolhidos para
fazer o papel de s e t
não precisam ter quaisquer propriedades especiais.
Na prática, entretanto,
não há mal em supor que s é uma
fonte
e t é um
sorvedouro.
Poderíamos até mesmo supor que s é a única fonte
e t o único sorvedouro do digrafo.]
Num digrafo G
com vértice inicial s e vértice final t,
um
fluxo
(= flow)
é uma função f
que atribui números não-negativos aos arcos de G
de tal modo que
o saldo de f
em todo vértice distinto de s e t
é nulo
e o saldo em s não é negativo.
É fácil mostrar a seguinte
Propriedade do Fluxo
(Property 22.1, p.362, Sedgewick):
Para qualquer fluxo num digrafo com vértice inicial s
e vértice final t,
o saldo em t é igual ao saldo
em s com sinal trocado.
A
intensidade
de um fluxo f é
o saldo de f em s.
De acordo com a propriedade acima,
a intensidade de f
é igual ao negativo do saldo em t.
Em geral (mas nem sempre)
o influxo em s é nulo e o efluxo de t é nulo.
Quando isso acontece, a intensidade do fluxo é
igual ao efluxo de s
e portanto também igual ao influxo em t.
Exemplo trivial:
A função que associa 0 a cada arco é um fluxo.
A intensidade desse fluxo nulo é 0.
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